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A invasão da Amazônia é inevitável

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A proposta do presidente francês Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron de criar um protocolo para a Amazônia sinaliza interesse em ocupar um  espaço na região considerada por ele e ambientalistas financiados pelos países ricos como “patrimônio da humanidade”. É possível que a chamada “internacionalização da Amazônia” ocorra ainda neste século, independentemente da vontade do Brasil.

Parece que Macron quer resolver essa questão da ocupação do mesmo modo com que  nações ricas criaram em 1961 o tratado da Antártida, pelo qual  estabeleceram bases no continente gelado com fins pacíficos e com ênfase no desenvolvimento cientifico. É só analisar a proposta do presidente francês: enviar uma força aérea para ajudar a apagar o incêndio e outra terrestre para o plantio de mudas. O que é isso senão uma invasão descabida do território brasileiro ? Quanto ao "protocolo",  caberia  à ONU, segundo idéia de Macron, definir. 

PODER MILITAR - É ilusão imaginar que as forças armadas do Brasil sejam obstáculos ao poderio militar dos países ricos, interessados na biodiversidade amazônica.

CAIRAM AS MÁSCARAS - Bolsonaro pode ter feito um grande estrago ao cortar o financiamento das Ongs que atuam na Amazônia, mas foi esse ato que fez cair a  máscara  dos dirigentes dos países ricos. Finalmente se soube de forma muito clara o que eles pensam ou quais suas intenções sobre a Amazônia.

ACORDA BOLSONARO - Bolsanaro, por sua vez, precisa compreender que é presidente de um pais, não de um clube de futebol; que não pode chamar a mulher de um presidente de feia, ou que a dele é mais simpática que a do outro. A mulher deles nada tem a ver com a questão ambiental, e relações conjugais  não se misturam nas relações entre países. Se não aprender  essa lição agora não vai levar apenas desafora para casa. Vai isolar o país e tornar sua soberania  seriamente ameaçada.

GRANDE NEGÓCIO  - As queimadas na Amazônia são o pontapé inicial de um ‘grande negócio’ que envolve exploração madeireira, mineração e indústria gasquímica, em pacotes para serem vendidos a investidores americanos, em nome do governo do Amazonas.

LIGAÇÕES PERIGOSAS - O site Intercept Brasil aponta que em junho, o governador Wilson Lima começou a trabalhar com o InterAmerica Group, empresa de lobby de Washington DC, cujo dono Jerry Pierce estaria atuando em nome de Wilson em reuniões com agências federais e o Congresso.

REAÇÃO DA EUROPA - Aí está porque a União Europeia se mobiliza contra as queimadas incentivadas pelo presidente brasileiro. Por trás estão lobistas ligados a Donald Trump e Bolsonaro, que conversam com o governo brasileiro para promover investimentos capazes de ‘torrar’ a floresta amazônica.


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