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OPINIÃO

Ao dizer que pensou matar Gilmar, Janot se revela tão humano quanto nós

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Não é surpresa a revelação de Rodrigo Janot, ex-procurador Geral da República, de que pensou matar o ministro Gilmar Mendes. Isso deve ter passado pela cabeça de muita gente… Mas não o fez. Quantas vezes você leitor pensou matar a mulher para ficar com a amante, o vizinho para impedir que ele use o som alto ou deixe a garagem aberta para  o cachorro fila sair e ameaçar seus filhos? Muitas, provavelmente. E pela simples razão de que  o bem e o mal estão presentes em nossas vidas. Vencer o mal é o que nos faz diferentes dos facínoras que existem por aí.

Janot teve o mérito de confessar esse episódio e o mérito maior de não cometer o crime. Julgar Janot por essa revelação  expõe um sistema falso, de pessoas falsas, aparentemente boas e melhores que as outras. Mas só aparentemente.

Na verdade não era motivo para  a busca e apreensão na casa do ex-procurador, como determinou o Supremo. E a nota do novo procurador da República, Augusto Aras, foi oportunista, ao tempo em que não diz absolutamente nada. Afirmar que o Ministério Público está acima dos desvios de ser ex-integrantes é não entender o que revelou o ex-procurador. O silêncio seria melhor.

PREVARICOU SIM

Agora, que Janot admitiu que prevaricou, prevaricou sim, ao não denunciar o assédio do então vice-presidente Michel Temer.


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